quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O bundo descolado.

Não sei se sou eu que estou enxergando assim, mas agora tudo é descolado. Talvez seja a apple, ou a La Niña, ou a conjunção dos astros. 
Só sei que agora tudo tem um design diferenciado, ser blogueira virou profissão e a cada dia nasce um blog novo cujo teor é dexcolado. Obviamente que fico transitando pelos blogs de decoraçãodesigndeinteriores e sério escorredor de macarrão de metal como lustre NÃO DÁ!

Tudo nesse mundo tem limite, tudo bem que tem gente que transforma casca de melão em bolo de chocolate mas essa busca desenfreada pelo bacanudo e uma foto legal do instagram tá me irritando.

E como nesse blog eu posso brincar de deusa, prontofalei! 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

de bolinho de chuva a colheres de aveia.

Queria falar sobre bolinho de chuva e sobre a incrível constatação de que nunca mais comerei bolinhos de chuva tão deliciosos como os dos verões da minha infância e adolescência. Não é pela falta de chuva, nem pela falta de farinha e muito menos de açúcar mas pela falta das mãos que faziam o tal bolo, daquela toalha e daquela correria para fechar todas as janelas azuis, daquela casa quando a chuva começava a apertar.

O wikipédia me disse que esses bolinhos são tradição no Brasil, em Portugal e na África e que são parecidos com a 'bola de Berlim', que é o 'sonho' dos portugueses. Na janela ao lado o youtube gritava uma música qualquer e de repente apareceu isso aqui e pronto, uma profusão de sentimentos. E por onde anda Maria Mariana, Georgiana Góes (que era minha predileta!) e o VITOR HUGO!!! Muito melhor que as duas partidas de futebol + bbb, só não ganha de Colheres de Aveia.

domingo, 22 de janeiro de 2012

venho por meio desta...

Enquanto a vida aparece com novecentos problemas que não me pertencem, mas que precisam ser resolvidos por mim de alguma forma e eu sinto vontade de sair correndo. Logo em seguida ela dá de presente a resolução de diversos outros, que nesse caso são meus de fato, sem que seja necessária qualquer interferência minha. E eu, sensata por breves momentos, fico até sem jeito perante a TAL da vida por reclamar tanto dela.

É por isso, minha cara vida, que venho por meio desse post pedir minhas mais sinceras desculpas por reclamar tanto de você. Não é nada pessoal, reclamar é um hábito que adquiri ao longo dos anos (e já se passaram 30 ?!), na infância eram os alunos imaginários que não me obedeciam ou o bolo de terra com formigas que passava do ponto, na adolescência era A adolescência e toda a capa de gordura que me envolvia cada vez mais, depois veio a incapacidade com a arquitetura, com as relações e quando dei por mim notei que sou um pacote de reclamações avulsas. Mas repito, não é nada pessoal, é só um jeito de corpo...

ps:  e para não perder o costume - eu ODEIO esse teclado!


sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

do esquecimento.

Era fascinante a idéia de que se ela não estivesse ali naquele exato instante nunca saberia que o menino de 2 anos gostava de chupar Haribo enquanto a mãe,  uma mulher linda que usava com autoridade um turbante, lia um panfleto de ofertas daquela que poderia ser muito bem as Casas Bahia da França. E mais fascinante ainda era saber que dos três, ela talvez fosse a única  a lembrar-se  para sempre da cena. 

Assim como nunca esqueceu-se do viajante-fotógrafo-belga (ou francês) que avistou Valparaíso no mesmo instante que ela, não seria fácil apagar da memória aqueles olhos brilhantes de jabuticaba e as mãos meladas de açúcar. 

Havia uma lista imensa de seres que habitavam sua imaginação mas que existiam em um mundo paralelo fazendo coisas diárias, além de chupar bala e sorrir charmoso para mãe ou tirar fotos do Pacífico. Talvez eles não fossem tão interessantes executando outras tarefas, fora dali, não existiria mais o segredo que firmava inconsciente com eles.  

Agora, em qual estação de metrô andaria o menino das balas? Em qual funicular desativado de Valparaíso estaria o fotógrafo? Tal como ela andariam pelo esquecimento.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Definitivamente não sou boa com títulos.

Não conesegui, nem de perto e nem de longe escrever um diazinho sequer. Paris foi muito, muito, muito melhor do que imaginei. Tenho muitos pensamentos para organizar, portanto, minha nobre legião de leitores, irei escrevendo aos poucos...

Só sei que 15 dias passam muito rápido. Passei dias na contagem regressiva e eles pareceram uma eternidade e as férias voaram. Dormi pouco, andei muito e continuo tossindo. Sorri o tempo todo e tive momentos da mais pura lucidez e compreensão do mundo. Deixei alguns momentos escaparem e esqueci a conclusão sobre a tal compreensão do universo. hohohoho

Lavei o cabelo com aqueles produtos 2 em 1 e tâ-dã! Meu cabelo ficou ÓTIMO! Um sonho de infância, Pantene 2 em 1 e cabelos sedosos. Realizado.

Pedalei por toda Paris, não fui atropelada, não atropelei ninguém e não ganhei nenhum xingamento. Mais um ponto para minha lista, agora preciso de uma Velib' brasileira. Com cestinha.

Reconheci que preciso muito voltar para o inglês, embora até o mandarim me atraia mais que a língua do Shakespeare. E que por mais esforço que fizesse para falar francês corretamente, não adiantou. A não ser quando eu falava enrolado com eles, eles me entendiam mas logo em seguida eu já não entendia a resposta. fuééééé.

Aceitei que preciso morar em lugares de clima ameno. Sem muito frio ou muito calor. Por mais que me agasalhasse passava frio e morria de inveja das européias de meia calça-saia-casaco e sorrindo. E eu, sempre com o nariz vermelho (ou azul como bem disse um espanhol mucho loco).

Me surpreendi até com o fato de que o Camarão ao Termidor, também é influência européia.

Crianças falando são fofas. Crianças falando francês são fofetes, crianças falando inglês são fofinhas, agora crianças falando italiano são fofoletes-fofetes-fofinhas-fofíssimas. Quase agarrei e apertei muito uma italianinha apontando um pinguino!

Todas as caricaturas que fazem de italianos são verídicas, eles falam mesmo "Mamma Mia!", para tudo. E isso para mim foi uma supresa, pois achei que fosse intriga da oposição. Do mesmo jeito que entendi que a entonação empolgada que os franceses dão ao "au revoir" não é chacota deles para com o resto do mundo, é real.


A maior prova do nível de "dexcolamento" dos franceses para mim foi: estação Châtelet, às 06:00 da manhã, um homem negro, com cara de quem estava indo trabalhar. Calça, camisa e casacos pretos e sapatos oxford vermelho vibrante. Tá bom para você?


Ah e como não poderia faltar, NÃO SENTIR CHEIRO em Paris foi uma benção. A não ser pelos cabelos sebosos, de algumas poucas pessoas que notei, franceses são lindos. 


Da jacuzisse: passei por dois milhões de lojas da Ladurée e achei que eles vendessem perfume. Sempre com japoneses tirando fotos e fazendo fila e os embrulhos que lembravam perfume, eu, pobre deficiente física que sou, nem me atrevi chegar perto. Só achava bizarro esse lance de macaron com perfume, mas vai entender esses franceses. Até que me vem por e-mail a seguinte dica: "não deixe de comer os macarons da Ladurée...", valeu Lellinha, os doces são uma delícia!


É isso!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Agora sim.

Além do frio, não sei o que me espera em Paris. O que sei mesmo é que arrumar mala de inverno no calor dos trópicos não é tarefa fácil. 

Blasesismos a parte, a ansiedade - esse sentimento que me permeia e me impede de ficar com as pernas paradas - é tamanha que só consigo pensar como será o caminho entre o aeroporto e o hotel. Stop. Em seguida não posso esquecer de procurar como se fala em francês, "Desculpe, eu não falo francês. Posso falar em inglês?"

Tarefa não cumprida, passo a lembrar de todos os cafés e ruazinhas lindas e trajetos que os guias, filmes, amigos indicaram e aconselharam e me pergunto se é real mesmo. Parece um sonho. Sonho dos melhores.

Tentarei escrever durante a viagem. Talvez essa seja a última promessa de 2011 não cumprida. Quem sabe?

domingo, 11 de dezembro de 2011

Calmaria vem, instala-se lindamente e uma formiguinha que anda sobre o teclado te olha nos olhos e pergunta: Do que você gosta? 

Não é um supermercado que te pergunta isso. Não, não é. É uma formiga, pequenininha e paradinha no teclado.

O que responder para uma formiga quando não se sabe a resposta para si mesma? Olha formiga, eu gosto de passar cola na mão, esperar secar e depois ficar tirando. Pééééé, resposta errada. 

Hummm, deixa eu pensar mais um pouco... ah, já sei. Eu gosto de saber que quando uma criança faz um exame de sangue e não chora quando vê a agulha, ganha um certificado de bravura. E gosto também do horário de verão, de limpar interruptor, de objetos de porcelana, de caneta nanquim, maçã seca e de bordados com paetê.

Formiguinha te olha nos olhos novamente, dá de ombros e vai embora. E você fica lá, quieta, com a pergunta estampada no rosto.