sábado, 28 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
mamãe sou arquiteta... XIV 1.2


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
as flores do meu caminho são de néon. I
Existe um tratado entre todos os donos de floriculturas da cidade sem alma (ou de parte dela, buscando não ser tão megalomaníaco), em que todas são obrigadas a fazer letreiros em neón. Essa é a fundadora do tratado e consequentemente fundadora da série. Antigamente expunha em letras menores no fundo da loja "Floricultura Santo Antoninho". Hoje em dia por uma desilusão com o Santo resolveu abolir tal nome, entretanto, deixou as marcas do passado gravado em poeira.domingo, 8 de fevereiro de 2009
mamãe sou arquiteta... XIV 1.1
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Sem halo.
Ah que alívio.
Mentira, alivio nada pois logo em seguida escutava baixinho sobre o tempo que o amor não os deu, sobre toda a infinita espera e que embora sempre existam primaveras, elas sempre serão derradeiras. Sentiu um apertinho leve, por todo o amor que teve que se esgotar antes do tempo exato. E como se por clarividência tomou para si o entendimento de que não existe só um jeito de sentir a tal dor de quando termina um grande amor. Pode ser mesmo como cair o elevador ou chover o ano inteiro chuva fina ou zumbido de orelha no ouvido por meses ou até fazer cálculos mensais de quanto tempo da vida foi gasto pensando no antigo bem amado.
E mesmo amaldiçoando a tal esperança, que por caminhos diretos sempre a levava para uma volta de contos de fadas. Aceitou de bom grado, a esperança disfarçada por versos perhaps a letter with a dove, perhaps a stranger she could love e aceitou também, por uma questão genética de saber que o sofrimento não acende um halo na cabeça de ninguém.
