quarta-feira, 26 de setembro de 2007
baixinho-gordito-babaca
terça-feira, 25 de setembro de 2007
mamãe sou arquiteta e decidi mostrar a você, o que me revolta...
Meu lado autoritário sempre acha um absurdo, meu lado bonzinho sempre pensa: "Poxa, é a casa do sujeito. Ele faz o que bem entende." Óbvio que não é bem assim, quando se analisa as leis relacionadas à Patrimônio Histórico o imóvel com valor histórico, artístico, cultural etc pertence à sociedade e não mais ao indivíduo. Teoricamente elas são bem interessantes, por exemplo se o bem tombado precisar de alguma reforma urgente para não tombar de vez o estado cobre os gastos. Mas na prática isso é um processo tão lento, demorado e cheio de tantas comprovações que o bem cai mesmo. Existem casos em que os proprietários ao pressentirem a possibilidade de tombamento do imóvel, tombam o imóvel de fato e criam um estacionamento no local. (eba!)
No caso do link foi pior, pois ainda veio um arquiteto e deu uma "mexida" na fachada transformando-a num troço neoclássico. Eu fico pensando no arquiteto e em como ele se sentiu fazendo isso ou se ele nem sabia o que estava fazendo ou se ele ganhou bem ou se ele odeia o Oswaldo Bratke. Não cheguei a nenhuma conclusão que fosse justificável. Se fosse por dinheiro, eu em minha fase assalariada miserável até daria um desconto, talvez o cara tenha 6 filhas e todas elas querem uma Barbie nadadora, mas acho que mesmo assim não vale a pensa sujar o próprio nome (pode ser que ele tenha criado um heterônimo)
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
poema de perna quebrada ou sobre como eu não sei fazer poema.
que eu penso em escrever,
ja tem dono.
pensei num soneto,
pensei numa quadra,
pensei até num hai cai,
desisti.
apaguei a luz do quarto,
guardei o escuro pra mim.
domingo, 16 de setembro de 2007
Sábado no carro
domingo, 9 de setembro de 2007
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
sobre o nó na garganta
Há tempos sentia aquele nó na garganta, as causas eram diferentes mas a vontade de vomitar nas pessoas era a mesma. Lembrava bem a primeira vez em que sentiu o nó.
Por telefone, quase implorando alguma justificativa para algo que não havia qualquer explicação sentiu pela primeira vez vontade de falar sem parar palavras quaisquer para que assim talvez algumas delas fizessem sentido. Não falou, engoliu seco e por muito tempo sentiu vontade de falar coisas desconexas, jogar, cuspir e quem sabe assim exorcizar fantasmas. Só que Vontade como já dizia o bordão é coisa que dá e que passa.
Passou, ficou o nó que selou um saco vazio.
Agora sempre que sentia esse nó as palavras não saíam, perdia a voz. E mesmo que tentasse gritar era como tentar sentir qualquer odor na cidade ou em um saco de lixo. Mas o nó estava sempre ali, triunfante reinando sozinho em sua garganta.
Agora com o ônibus chacoalhando, com a cabeça baixa e o nariz seco. O estômago revirava, não sabia se a vontade de vomitar era por causa do cheiro do homem, da comida estragada ou do vazio que sentia.

