segunda-feira, 21 de maio de 2007

Fodido não tem vez...

Apesar de todos os pesares, depois do que viu tinha que admitir que ele era bom. Mesmo odiando as histórias de sempre, repetidas milhares de vezes - as curvas da mulher brasileira, as curvas da natureza, as curvas e curvas e cruzes e credos para um ateu.
Tinha que mais uma vez que admitir que ele era bom e quase dava o braço a torcer para entender um comunismo tão torto como quase ficava seu braço. Odiava explicações sobre o espaço, sobre cartas gregas, sobre aquilo que qualquer palavra é capaz de estragar.
Lembrou de quando viu aquele mural pela primeira vez na vida, atrás de uma cortina de vidro e gostou da luz e das cores e sentiu-se feliz. Ponto.
Não entendia o porquê era necessário falar do balanço, da viga, do novo desenho do pilar quando na verdade nada disso é o que é o balanço, a viga e o pilar de sempre. E era por isso que devia falar pouco.




3 comentários:

Blue disse...

Gustaríame saber si esta expresión "O fodido nao tem vez" é unha expresión típica no Brazil.
A primeira vez que a oín foi ao arquitecto Oscar Niemeier...¿é sua?

Gracias.

Harissa disse...

Blue,

Não sei ao certo, mas no meu entender essa não é uma expressão tipicamente brasileira.
Contudo é fato de que no Brasil, o 'fodido' (que são as pessoas de baixa renda) realmente não tem vez (não tem oportunidades, ou tem poucas oportunidades na vida).
Eu a coloquei no texto, justamente por ter visto em um filme sobre o arquiteto Oscar Niemayer, mas acho que não foi uma invenção dele, ele apenas a tornou famosa.

Blue disse...

Gracias pola contestaciön.
Eu tamén coñecin esa expresión nun documental de Niemeier. El dicía: "O meu lema é esse".
Adiqueille unha entrada no meu blog, cunha foto que saquei a un neno en Manaos.

(Escribo en gallego, porque creo que me entiendes mejor que en español, ¿es así?

Un saludo.