De repente começou a fazer contas, cálculos de dias, porcentagens de sentimentos. Ela, que nunca tinha sido boa em matemática, agora parecia uma professora de Kumon. Passaram-se X dias nos quais pensou nele em pelo menos Y horas por dia. Colocando em uma tabela, os sentimentos tinham origens diferentes e destinos opostos, não entendia o signficado de tantos dias, tantas horas, tanta cosia que não conseguia seguir. Abaixou a cabeça, com o cabelo na cara começou a soprar os fios nos olhos, gostava daquilo. O cabelo, que em certas horas parecia uma bala de caramelo, batendo no ombro pra depois cair no rosto novamente. Pensou no já conhecido mendingo que certo dia estava de banho tomado com os cabelos para trás e pose muito séria, lendo um jornal de ponta cabeça.
Não conseguia mais rir...
Não conseguia mais rir...

